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Blog Ambiental • Vista aérea de colheitadeira trabalhando em plantação com sobreposição da bandeira do Brasil.

Agro Brasileiro: produtor e exemplo de sustentabilidade.

Como a agricultura tropical do Brasil se consolida como protagonista climático e modelo global de produção sustentável

por Arnaldo Jardim
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Na COP-30, o debate sobre sustentabilidade, alimento e clima colocará o agro brasileiro no centro das atenções. Enquanto alguns tentam associar o setor a narrativas de impacto ambiental negativo, cresce globalmente o reconhecimento de que o Brasil possui um dos modelos mais avançados e sustentáveis de agricultura tropical. Nesta edição especial da série “Arnaldo na COP-30”, o Blog Ambiental contextualiza o papel do agro no cenário climático internacional e apresenta o artigo completo do deputado federal Arnaldo Jardim.

O texto que você lerá abaixo mostra como a produção agropecuária feita no Brasil — amplamente baseada em ciência, tecnologias regenerativas e preservação ambiental — se tornou referência mundial. Com dados, evidências e análises recentes, Arnaldo Jardim demonstra que o agro é parte fundamental das soluções climáticas globais.

O agro brasileiro alia produtividade, ciência e preservação — e chega à COP-30 como força estratégica para garantir segurança alimentar e estabilidade climática ao planeta.

Deputado Federal Arnaldo Jardim sorrindo e fazendo sinal de positivo diante de arte oficial da COP30 Brasil Amazônia Belém 2025.

Arnaldo Jardim em material oficial da COP30 Brasil Amazônia, evento que será acontecendo em Belém.

Agro Brasileiro: produtor e exemplo de sustentabilidade.

Por Arnaldo Jardim

Na COP – 30, o agro brasileiro estará no centro do debate, alguns buscando apresentá-lo como vilão ambiental; a realidade, entretanto, é que ele é e continuará sendo líder da nova economia.

Estudo publicado pelo Fórum Brasileiro da Agricultura Tropical, intitulado “Agricultura Tropical Sustentável: Cultivando Soluções para Alimentos, Energia e Clima”, mostra que a agricultura tropical, longe de ser vilã, pode ser solução para o desafio da produção mundial de alimento. A região tropical concentra 40% das terras aráveis, mais de 50% da água doce do planeta e uma biodiversidade excepcional, ocupando, desta forma, uma posição estratégica para garantir a segurança climática e energética global.

Com um modelo único de agricultura tropical, fruto de pesquisa científica, políticas públicas e empreendedorismo no campo, o Brasil tem demonstrado que é possível sim produzir sem descuidar do meio ambiente. Em apenas 50 anos, a agropecuária brasileira se transformou em uma potência mundial, aumentando sua produção em quase 7 vezes – cada quatro produtos do agronegócio em circulação no mundo é brasileiro -, ao mesmo tempo em que mantém 33,2% de sua área coberta por vegetação nativa, aliando força produtiva com riqueza natural.

Dentre os motivos desse sucesso, podemos destacar o Código Florestal Brasileiro, um dos mais rigorosos do mundo, que obriga, por exemplo, o agricultor a preservar, no mínimo, 80% da propriedade, na região amazônica, e 20% nas demais regiões do Brasil. O Código tem sido crucial para garantir a proteção de recursos hídricos, solo e biodiversidade, essenciais para a sustentabilidade a longo prazo e o aumento da produção e da produtividade. Além disso, as regras de recuperação de vegetação nativa previstas no Código contribuirão no combate às mudanças climáticas. Seria transformador se outras nações o adotassem!

Outro ponto que merece destaque é a implementação de um amplo programa de agricultura regenerativa. Criado em 2010, o Plano Agricultura de Baixo Carbono (ABC) estimula a adoção pelo agricultor de sistemas sustentáveis de produção que promovem a remoção e incorporação do carbono atmosférico, como a integração lavoura-pecuária-floresta, o sistema plantio direto e a recuperação de pastagens degradadas, que possibilitam aumento da produtividade, redução dos custos de produção e, consequentemente, alimentos mais baratos para os consumidores. Até 2030, a meta é que as tecnologias ABC sejam adotadas em mais de 72 milhões de hectares.

A pujança do Agro Brasileiro está ancorada também no uso intensivo de Bioinsumos. São bioinoculantes, como fixadores de nitrogênio e promotores de crescimento, biodefensivos, como bioinseticida, bionematicida e bioacaricida, e biofertilizante, como aminoácidos, extrato de algas, extratos vegetais, ajudando a promover a sustentabilidade da produção agropecuária. O setor está crescendo a uma média anual de 21% e a taxa de adoção de bioinsumos por agricultores brasileiros é uma das maiores do mundo, em grande medida em função do sucesso de tecnologias desenvolvidas aqui mesmo em terras tropicais como a Fixação Biológica de Nitrogênio.

Passados 33 anos da Rio-92, o País volta a ser o centro das discussões sobre o clima, agora em Belém do Pará, na COP-30, que promete ser igualmente impactante, haja vista que terá como palco a Floresta Amazônica, região fundamental para a regulação climática do planeta. É uma oportunidade histórica para reposicionar a agricultura, especialmente da região tropical, como eixo estruturante das soluções climáticas globais, bem como demonstrar o esforço que o Brasil tem feito, especialmente no setor agropecuário, no combate às mudanças climáticas.

O Agro, representado pelo ex-ministro Roberto Rodrigues – indicação do Embaixador André Correia do Lago –, apresentará, na COP – 30, a proposta objetiva do Setor, com as linhas de ação e de implementação (Sumário Executivo – Fórum Brasileiro da Agricultura Tropical), que concretiza este compromisso.

O futuro da segurança climática e alimentar passa pela valorização das soluções tropicais, soluções que emergem de sistemas vivos, conhecimento local e inovação científica aplicada.

Arnaldo Jardim é deputado federal, vice-presidente da Frente Parlamentar Agropecuária e presidente da Comissão Especial de Transição Energética da Câmara dos Deputados.


Blog Ambiental • Plantação alinhada ao entardecer com sobreposição da bandeira do Brasil no céu.

Lavoura brasileira ao entardecer com a bandeira nacional sobreposta, destacando a força produtiva e ambiental do país.

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Perguntas Frequentes sobre Agro e a COP30

1. O que caracteriza a agricultura tropical brasileira?

A agricultura tropical do Brasil combina biodiversidade, capacidade hídrica, tecnologias avançadas e políticas públicas para produzir alimentos com alta eficiência e baixo impacto ambiental. É um modelo baseado em ciência e inovação.

2. O Código Florestal realmente protege o meio ambiente?

Sim. Considerado um dos mais rígidos do mundo, o Código exige percentuais elevados de preservação dentro das propriedades, garantindo proteção de água, solo e biodiversidade, além de contribuir para a mitigação das mudanças climáticas.

3. O que são tecnologias ABC?

As tecnologias do Plano Agricultura de Baixo Carbono incluem práticas como integração lavoura-pecuária-floresta, plantio direto e recuperação de pastagens degradadas. Elas reduzem emissões, aumentam produtividade e fortalecem a resiliência climática.

4. Bioinsumos são realmente sustentáveis?

Sim. Os bioinsumos substituem defensivos químicos e fertilizantes sintéticos, promovem equilíbrio biológico, fortalecem o solo e aumentam a produtividade com menor impacto ambiental.

5. Por que o agro é tão relevante para a COP-30?

O setor agropecuário brasileiro é estratégico para as metas globais de clima: reduz emissões, sequestra carbono, preserva áreas nativas e garante segurança alimentar. A COP-30 será vitrine para mostrar esses avanços ao mundo.


Visão de Futuro

O agro brasileiro chega à COP-30 como protagonista global, não apenas pela sua força produtiva, mas pela capacidade de oferecer soluções reais para o clima, a alimentação e a energia. Com ciência, inovação e compromisso socioambiental, o Brasil demonstra que agricultura e sustentabilidade caminham lado a lado.

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2 Comentários

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O Custo Invisível da Transição Energética no Brasil. 23/12/2025 - 11:19

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