Por Katy Watson
São Félix do Xingú, correspondente da BBC na América do Sul

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legenda da imagemA fumaça de incêndios florestais aumenta a poluição e contribui para problemas respiratórios

É a estação da seca na Amazônia e, mais uma vez, a floresta está pegando queima.

No ano pretérito, a maior cidade do Brasil, São Paulo, escureceu devido à fumaça. Mas à medida que a fumaça se espalhava por toda troço, a indignação aumentava ainda mais, com os líderes europeus criticando o presidente Jair Bolsonaro por não fazer o suficiente para proteger a floresta tropical.

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Neste ano, o governo brasílico deu alguns passos iniciais para sofrear o número de incêndios. Ele impôs uma proibição de queima por 120 dias e implantou o tropa em áreas severamente afetadas.

Mas, ao mesmo tempo, o presidente Bolsonaro declarou que os incêndios são uma moca. Seu vice-presidente também disse à BBC que a floresta não estava queimando.

legenda multimídiaVice-presidente do Brasil diz que autoridades têm lutado para implementar medidas de distanciamento social

As estatísticas, é simples, dizem o contrário. De entendimento com o INPE, o número de incêndios na Amazônia aumentou 28% em julho em relação ao ano anterior. Ele teme que agosto possa apresentar um aumento semelhante.

Desmatamento e incêndios

São Félix do Xingú, no estado do Pará, fica no coração do inferno. A dimensão se tornou um foco de desmatamento nos últimos anos.

legenda da imagemO desmatamento é um grande problema nesta dimensão, agravado ainda mais pelos incêndios

porquê resultado, também se tornou um ponto focal para incêndios, já que terras desmatadas ilegalmente também costumam ser queimadas.

Durante o dia, a fumaça penetra na cidade e o cheiro da fogueira permanece no ar. À noite, às vezes você pode ver o fundamento iluminado por chamas à pausa.

Lutando para respirar

Mas os incêndios não matam unicamente a floresta tropical. Eles também afogam seu povo.

No posto de saúde São Félix do Xingú, a equipe médica trabalha sem parar. Quando a pandemia atingiu, tornou-se uma clínica exclusiva da Covid.

Os últimos seis meses foram intensos para o Dr. Victorino Pérez. É a melhor oportunidade para os residentes da cidade, que de outra forma teriam que viajar oito horas até o leito de terapia intensiva mais próximo.

legenda da imagemNão fosse pelo Dr. Victorino Pérez, os pacientes teriam que viajar oito horas para ir ao médico

Ele diz que a situação não está relaxando cá, ele ainda vê novos casos todos os dias. Mas agora é a temporada de incêndios e a equipe tem um novo problema.

“Todos os dias tenho pacientes voltando com problemas respiratórios que pioram devido à poluição e incêndios na dimensão”, diz ele.

“Com o vírus, eles só tinham tosse seca, irritação, falta de ar. Quando voltam, fica pior, eles tossem mais e podemos ver que seus pulmões estão mais comprometidos”, explica o Dr. Perez.

De entendimento com um relatório do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, Human Rights Watch e Instituto de Estudos de Políticas de Saúde, mais de 2.000 pessoas foram levadas ao hospital no ano pretérito devido a problemas respiratórios relacionados ao incêndio.

A preocupação é que este ano haverá ainda mais pressão sobre alguns dos centros de saúde com menos recursos do país, pois eles tratam Covid-19 e incêndios.

Lutando para se restaurar

Eugenia Lima Silva é uma das estatísticas deste ano. Em abril, ele foi diagnosticado com Covid-19, a primeira pessoa em São Félix do Xingú a pegar o vírus.

legenda da imagemEugenia Lima Silva foi a primeira pessoa a receber o diagnóstico de Covid-19 na região

A Sra. Silva, mãe de dois filhos e unicamente 27 anos, não teve problemas de saúde, mas ficou três meses afastada do trabalho.

“Às vezes fico sem palavras para explicar porquê foi difícil: eu não desejaria isso para ninguém”, diz ele. Por um tempo, ela não conseguia nem abraçar os filhos enquanto se isolava em lar.

Mas seus problemas não acabaram. “Ainda hoje sinto falta do fôlego quando o tempo está muito enfumaçado ou poluído assim. Não consigo trabalhar tanto quanto quero e não consigo permanecer com insensível, primórdio a sentir dores nos pulmões, no peito”, diz ela.

“É um momento tão difícil para nós atravessarmos, que atravessa toda a humanidade. Se as pessoas colocassem as mãos nos corações e pensassem: ‘Poderia ser eu qualquer dia’, portanto não pegariam queima porquê eles – esperariam que isso acontecesse porque afetam as pessoas cá. ”

relação de emergência

Do outro lado da cidade, outro médico da cidade, Dr. Lucas Antonio Silva, está de plantão. Ele acaba de receber uma relação de emergência: uma mulher que suspeita que ele tenha Covid-19. Ele mora do outro lado do rio e a única maneira de chegar lá é por uma jangada que acaba de transpor da margem do rio. A equipe tem que esperar uma hora para que ele volte.

legenda da imagemDr. Lucas Antonio Silva formou-se em março

O Dr. Silva, que tem tapume de 20 anos, foi libertado no final. No dia seguinte à formatura, em março, a Organização Mundial da Saúde declarou uma pandemia. Desde portanto, ele trabalhou na Covid-19.

Quando finalmente chega ao outro lado do rio, é uma curta viagem de coche para chegar a Odeli de Almeida, de 62 anos. Ela tem todos os sintomas associados ao coronavírus e seu rebento está atualmente no hospital com Covid-19.

A equipe põe à prova, mas o resultado é negativo.

legenda da imagemDona Almeida deu resultado negativo para coronavírus

“Podem ser duas coisas”, explica o Dr. Silva para a Sra. Almeida. Ele sugere que talvez não tenham se pretérito dias suficientes para fazer o teste com precisão.

Nessas áreas da Amazônia, eles só têm ingressão a testes rápidos, em vez do teste de swab mais confiável. “Ou talvez você não tivesse Covid-19 e poderia ser um problema pulmonar causado por poeira, fumaça e qualquer outra coisa.”

De qualquer forma, ele continuará a supervisioná-la porquê se ela tivesse Covid-19.

Embora as taxas de transmissão mostrem os primeiros sinais de desaceleração em todo o Brasil, o vírus está a caminho do interno deste imenso país.

Mas os problemas na Amazônia são maiores do que o Covid-19 e não vão embora da noite para o dia: essas comunidades estão na vanguarda, vivendo em meio ao vírus e aos incêndios.

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Este item foi reescrito, traduzido de uma publicação em inglês. Clique cá para acessar a material original (em inglês)!