RIO DE JANEIRO (AP) – Agora, os incêndios são mais numerosos na região do Cerrado, uma vasta savana tropical do que na floresta amazônica, segundo dados publicados quarta-feira pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

A agência de monitoramento do governo registrou 8.012 incêndios na região do Cerrado e 7.457 na Amazônia nos primeiros 10 dias de setembro.

O Cerrado está sempre quente e seco nesta época do ano, e o fogo é frequentemente usado pelos agricultores para limpar terras e pastagens. Mas as chamas estão avançando particularmente rápido, já que as temperaturas subiram extraordinariamente altas nos últimos dias, disseram especialistas.

No estado de Santa Catarina, incêndios destruíram mais de 500 hectares de vegetação na manhã de quarta-feira no parque estadual da Serra do Tabuleiro, informou o portal de notícias online G1 nesta quarta-feira. Autoridades emitiram uma ligação de emergência na terça-feira solicitando reforço para combater as chamas nesta área protegida.

"Isso tudo é feito pelo homem", disse Carlos Nobre, cientista climático da Universidade de São Paulo.

Ele disse que não há evidências de que nenhum dos incêndios tenha sido causado naturalmente. "O tempo seco, mais quente e menos úmido, induz uma maior propagação dos incêndios", disse ele.

Nas últimas semanas, os incêndios nas florestas brasileiras se espalharam em um ritmo nunca visto desde 2010, provocando protestos internacionais. As preocupações têm sido particularmente altas devido a incêndios na área da floresta amazônica, devido ao seu papel na absorção de dióxido de carbono que retém o calor da atmosfera.

Até agora, em 2019, o número de incêndios em todo o Brasil ultrapassou 100.000, o que representa cerca de 45% a mais do que no mesmo período do ano anterior.

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